SAMSUMG BEST OF BLUES - SHOWS EMPOLGAM PÚBLICO EM PORTO ALEGRE

Publicado em Outubro 30, 2019
Autor / Fonte: GLAUCO MALTA


SAMSUMG BEST OF BLUES - SHOWS EMPOLGAM PÚBLICO EM PORTO ALEGRE

Texto & Fotos: GLAUCO MALTA

SAMSUMG BEST OF BLUES

SHOWS EMPOLGAM PÚBLICO EM PORTO ALEGRE

No último sábado o Anfiteatro Pôr do Sol recebeu a edição 2019 do Samsung Best Of Blues, que brindou a capital gaúcha com os show de “Stones Blues Band”, “Tatiana e Nina Pará”, “Kenny Wayne Shepherd” e “ZAKK WILDE” com o “Black Label Society”.

Antes de falar especificamente das apresentações, quero fazer um adendo sobre a produção impecável da “Dançar Marketing” que trouxe novamente a Porto Alegre uma estrutura (palco, som, luz e sempre com um cast de artistas de primeiro nível), aproveitando o belíssimo espaço do Anfiteatro Pôr do Sol que na maioria do ano não é utilizado.

A abertura dos trabalhos ficaram por conta da banda gaúcha Stones Blues Band, que trouxe ótimas versões instrumentais para clássicos dos “Stones”, som empolgante que aqueceu a galera para as grandes apresentações que ainda estariam por vir.

Na sequência vieram o duo com as irmãs gêmeas Tatiana e Nina Pará, com seu excelente som instrumental mesclando rock, blues; levantaram e arrancaram aplausos a galera presente diversas vezes durante a apresentação.

A primeira atração internacional foi o excelente guitarrista Kenny Wayne Shepherd, fez um show energético de puro feeling, impecável, o cara é um “monstro”, só para vocês terem uma ideia ele mandou uma versão de Voodo Child do Mestre Hendrix que foi impressionante; com certeza o melhor show da noite.

E fechando a noite a segunda atração internacional e com certeza a mais aguardada não só pelos fãs presentes, mas também pelo grande público que chegou a quase 40.000 pessoas.  Zakk Wylde veio ao Samsung com os fiéis escudeiros do Black Label Society, Jon DeServio (baixo), Jeff Fabb (bateria), Dario Lorina (guitarra).

O talento de Zakk é inegável, e sua carreira brindou o público com grandes riffs e sons que já são clássicos não só no Black Label Society como também com Ozzy Osbourne, ele não precisa provar mais nada a ninguém.

E por conta do que descrevi acima devo dizer que a apresentação desta noite foi um pouco decepcionante, até mesmo o fã mais ardoroso de Zakk ficou entediado com o excesso de “fritação” de seus solos intermináveis.

Achei que por ser uma apresentação em um festival com tempo mais curto para se apresentar, Zakk traria um set enxuto, que falasse direto e reto aos fãs e aos demais presentes, mas não foi isso que aconteceu.

Não é de hoje que Zakk é criticado por ter esses excessos em seus shows, mas claro que houveram bons sons apresentados como o cover Still Got The Blues de Gary Moore, mas sempre intercalados de solos intermináveis; enfim, Zakk sendo Zakk!!

Mas nada que desabone a grande iniciativa da produção que está de parabéns.


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