ROSA TATTOOADA & NEI VAN SORIA - RETORNO AOS PALCOS EM GRANDE ESTILO NO POA DRIVE-IN SHOW

Publicado em Setembro 01, 2020
Autor / Fonte: GLAUCO MALTA


ROSA TATTOOADA & NEI VAN SORIA - RETORNO AOS PALCOS EM GRANDE ESTILO NO POA DRIVE-IN SHOW

Crédito das fotos: GLAUCO MALTA

Salve galera Turbinada.

Depois de longos cinco meses sem cobrir um evento FINALMENTE pude matar a saudade de pegar meus equipamentos e fazer uns clicks de um show.

Como já disse outras vezes (e todos sabem), a primeira classe trabalhadora a ser afetada pela pandemia paralisando suas atividades foi a classe artística, sendo a última a retomar suas atividades.

É neste momento que vocês devem estar se perguntando: - Mas você não foi cobrir um show? Se foi, quer dizer que as atividades artísticas já voltaram!! – É obvio que não!!!

Não há como fazer esta resenha sem um breve “flashback” histórico sobre onde a galera foi buscar inspiração para o retorno (parcial) das apresentações artísticas; então ‘Senta que lá vem a história” (adoro esse bordão).

Então... as atividades culturais não voltaram 100% como era antes, afinal não pode haver aglomeração (pelo menos em shows e espetáculos Brasil afora), por este motivo a solução encontrada para minimizar os estragos na área foi o retorno do bom e velho DRIVE-IN; para a gurizada mais nova (como eu, rsss), a origem dos Drive-Ins foi no ano de 1933 na cidade de Candem (New Jersey – EUA), exibindo exclusivamente na época filmes B; chegando ao Brasil apenas (como sempre) no final da década de 60.

Quem poderia imaginar que 40 anos depois eles retornariam, abrindo espaço não só para exibição de filmes, mas também para espetáculos teatrais e shows dos mais variados estilos musicais, trazendo para uma nova geração a novidade de assistir as apresentações dentro dos seus veículos.

Chegando “finalmente” na noite do último sábado, fui fazer a cobertura dos shows da ROSA TATTOOADA e do cantor NEI VAN SORIA no POA DRIVE-IN SHOW em Porto Alegre, a primeira vez em um evento deste tipo para todos nós.

As minhas primeiras impressões foram as seguintes; a produção montou uma baita estrutura para atender todos os requisitos de “segurança e distanciamento social” não só do público que compareceu ao evento, mas também aos funcionários e aos artistas.

A estrutura de palco (som e luz) ficaram bem legais, com um grande telão no fundo do palco e dois telões nas laterais do palco, possibilitando até mesmo quem estava em seus veículos mais atrás pudessem acompanhar os shows.

Não tem como negar (no meu caso) um estranhamento em não ver a galera “amontoada” na frente do palco, claro que senti falta da energia vinda dali da “boca do gargarejo”, mas a galera que foi participou do modo que pode, que era buzinando e piscando os faróis do carro em substituição aos aplausos e nos refrãos dos clássicos tocados nesta noite.

O cantor, compositor, guitarrista Nei Van Soria apresentou um show que o público viajar através de sua carreira musical, passando por uma de suas grandes influências que são os The Beatles, e não faltaram os grandes clássicos do TNT, Cascaveletes e sua carreira solo.

Dois grandes momentos de sua apresentação foi quando ele chamou ao palco para tocar guitarra o seu filho Theo (que por sinal está tocando muito) na canção “Sob Um Céu de Blues”, o outro convidado na música de encerramento foi Jacques Maciel, levantando a galera.

Após a troca rápida do set do palco a Rosa Tattooada sobe ao palco detonando com uma trinca de sons para chacoalhar a galera dentro de seus carros, mandaram ‘Rendez Vouz”, “Fora de Mim” e “Um Milhão de Flores”, a resposta da galera foi imediata com um buzinaço e muitos faróis piscando, a partir daí foram enfileirando um hit atrás do outro.

Apesar de uma garoa chata que insistia em ir e vir a todo tempo, o power-trio manteve a energia lá em cima todo o tempo, Rosa Tattooada no palco é sempre sinal de rock n roll de primeira qualidade.

Ao final do evento as minhas conclusões são de que, a ideia do DRIVE-IN é importante e muito válida na atual conjuntura de pandemia em que estamos vivendo; abre as portas e palcos para os artistas se apresentarem depois de tanto tempo, e gera emprego e renda aos trabalhadores que fazem o espetáculo acontecer, e que o público muitas vezes não faz ideia da quantidade de pessoas envolvidas por trás de toda estrutura de um espetáculo.

Mas vou deixar uma sugestão aqui, que os organizadores de DRIVE INS de norte a sul do Brasil abram espaço para artistas independentes também, que eles possam abrir os espetáculos de nomes já consagrados na cena cultural nacional; seria uma atitude de valiosa ajuda não só por questões monetárias para os artistas, mas também ajudando a ampliar a divulgação de seus trabalhos.

Enfim, reitero que vale muito a iniciativa e parabenizo a coragem da organização do evento em dar a cara a tapa e tentar dar alternativas para apresentações culturais.

Espero de coração que saia logo essa vacina, e que as pessoas possam voltar a lotar as casas de shows, os shows ao ar livre teatros e que tudo volte ao que era antes (assim espero).

Não aceito a frase horrível que querem no fazer engolir do tal (e tenebroso) “novo normal”; quero meus amigos que trabalham na área cultural de volta a suas atividades e acima de tudo sentir a energia da galera aglomerada curtindo a alegria de ver um show ao vivo.

Força!


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