FESTIVAL TURÁ - UMA JORNADA MUSICAL QUE TRANSCENDEU FRONTEIRAS EM PORTO ALEGRE

Publicado em Novembro 27, 2023
Autor / Fonte: GLAUCO MALTA


FESTIVAL TURÁ - UMA JORNADA MUSICAL QUE TRANSCENDEU FRONTEIRAS EM PORTO ALEGRE

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O festival aconteceu no excelente espaço do Anfiteatro Pôr-do-Sol, que (INFELIZMENTE) não recebia um evento há um longo tempo.

O Anfiteatro Pôr-do-Sol tornou-se o epicentro de uma experiência musical inigualável na capital dos gaúchos, foram dois dias intensos, trazendo a riqueza e a diversidade da música brasileira, unindo gerações em uma celebração que ficará marcada na memória de todos os presentes.

No primeiro dia (17/11), a primeira atração a se apresentar no imenso palco foi a banda “Império da Lã”, com sua sonoridade cheia de malemolência e energia lá em cima sob o comando do indefectível vocalista Carlinhos Carneiro que comandou a festa. Na sequência sobe ao palco Jup do Bairro”, com uma apresentação morna e só levantou o público ao cantar um cover da cantora Pitty.

A próxima atração era uma das mais esperadas pelo público gaúcho, era a primeira apresentação da banda "Papas da Língua" após o encerramento de suas atividades há três anos atrás, e os caras não decepcionaram, e apresar do tempo mais curto para se apresentar no festival, a banda capitaneada por Serginho Moah trouxe um set repleto de hits que levantou a galara do início ao final da apresentação, deixando o público devidamente aquecido para ninguém menos do que o Mestre "Alceu Valença", que como sempre incendiou o excelente público que já estava presente no Anfiteatro; ele é carisma puro e um grande frontman que sabe cativar a audiência e trás o público cantando do início ao final da apresentação, e quero ressaltar aqui como a voz dele está cada vez melhor.

 Ao cair da noite, a banda "Fresno" sobe ao palco para a alegria dos fãs antigos da banda que celebraram o show cantando junto; o ponto alto da apresentação foi sem dúvida a presença da cantora baiana "Pitty", que como sempre brilhou e roubou a cena cantando alguns de seus clássicos junto com a Fresno.

 E para fechar a primeira noite com chave de ouro, o rapper paulista "Emicida" mostrou o porquê é um dos maiores representantes do rap nacional, embora em minha humilde opinião Emicida já ultrapassou essa fase de rótulos musicais, e sua poesia transcende qualquer definição de estilo musical, e toda essa “musicalidade poética” transborda para a plateia que ficou vidrada do início ao fim da apresentação.

O segundo dia do festival prometia muito, afinal de contas o domingo estava ensolarado e sem nenhuma previsão de chuvas, e isto levou um público ainda maior para o Anfiteatro Pôr-do-Sol.

A abertura da festa ficou por conta do "Bloco da Laje", que como sempre trouxe toda sua musicalidade e irreverência para o palco do Turá; na sequência a banda "Francisco, El Hombre" fez uma apresentação simplesmente catártica, com show comemorativo de 10 anos de estrada da banda, fizeram o público pular e cantar do início ao fim com sua música cheia de latinidade, swing e letras engajadas.

A próxima atração a subir no palco foi a jovem cantora "Marina Sena" com sua música cheia de sensualidade; a pernambucana "Duda Beach" sobe ao palco na sequência esbanjando carisma e simplicidade, trazendo seu repertório grandes sucessos já conhecidos do público que foram cantados pela galera presente.

A penúltima atração da noite foi "Baco Exú do Blues" com sua mistura musical.

Fechando a noite em grande estilo, Mestre "Caetano Veloso", cantou, encantou e emocionou ao excelente público presente; foi um desfile de clássicos grandiosos de sua carreira e que fazem parte da trilha sonora da nossa MPB.

Caetano Veloso é daquelas figuras que não precisa de muito em cima do palco, ele, um banquinho e um violão já são algo de alegrar os olhos e o coração; mas vale a pena destacar os incríveis músicos que o acompanharam, abrilhantando ainda mais a apresentação.

Durante a canção “Sem Samba Não Dá”, Caetano Veloso convidou Duda Beat e Marina Sena para sambar com ele no palco, afinal de contas a cantora Duda Beat está na letra, e o momento foi muito oportuno e com certeza muito representativo para ela; e fechamos a última noite da primeira edição do Festival Turá em Porto Alegre com um show simplesmente fabuloso.

Foram dois dias intensos, com um público estimado em 20 mil pessoas segundo a organização do evento, 14 horas ininterruptas de música brasileira e uma arrecadação de 7 toneladas de alimentos não perecíveis que já foram entregues ao Banco de Alimentos do Rio Grande do Sul, para serem repassadas aos mais necessitados; música, arte, cultura e boas ações sociais são sempre muito benvindas.

E além deste saldo positivo, quero ressaltar um legado importantíssimo do Festival Turá para a cidade de Porto Alegre, é de que o Anfiteatro Pôr-do-sol é o melhor lugar para eventos deste porte, e não se justifica nenhuma desculpa ou justifica dada anteriormente para o abandono do local; o Anfiteatro é um local de fácil acesso, tanto para se chegar ou sair ao final do evento; em caso de emergência o escoamento do público seria rápido e prático; enfim, eu poderia citar facilmente uns 10 motivos (no mínimo) para que o Anfiteatro Pôr-do-Sol seja restaurado e se torne de forma efetiva mais uma opção para eventos musicais e culturais na capital gaúcha.

Parabéns a T4F pela realização do evento que contou com o apoio local da Maia Entretenimento, que entregaram uma estrutura invejavél, não só na parte do palco, mas também em todo espaço com quiosques de comida e bebida para atender a todo o público presente.

 


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