ENTREVISTA - JOÃO PEDRO FLECK - FANTASPOA XV - “NÓS TÍNHAMOS UM SONHO, MAS NÃO ESPERÁVAMOS CHEGAR AONDE CHEGAMOS”

Publicado em Maio 16, 2019
Autor / Fonte: GLAUCO MALTA


ENTREVISTA - JOÃO PEDRO FLECK - FANTASPOA XV - “NÓS TÍNHAMOS UM SONHO, MAS NÃO ESPERÁVAMOS CHEGAR AONDE CHEGAMOS”

Crédito das Fotos: GLAUCO MALTA

ENTREVISTA - JOÃO PEDRO FLECK

 FANTASPOA XV 

“NÓS TÍNHAMOS UM SONHO,

MAS NÃO ESPERÁVAMOS CHEGAR AONDE CHEGAMOS”

 TURBINADO – O festival chega a 15ª edição este ano, lá no começo vocês imaginavam chegar tão longe e com tamanho reconhecimento que tem hoje em dia? 

JOÃO -  Nós tínhamos um sonho, mas não esperávamos chegar aonde chegamos, na verdade ele cresceu mais do que imaginávamos; lá no começo tínhamos 300 espectadores e hoje em dia o festival traz mais de 10.000 pessoas para as salas, nas atividades paralelas (festas, exposições, cursos, debates) chegamos a atingir cerca de 20.000 pessoas, com certeza em termos de público é um dos maiores eventos da região Sul.

TURBINADO – Como vocês fazem a escolha dos homenageados em cada edição? É por afinidade ao trabalho? Pela história da pessoa na área  ou pelo gosto pessoal? 

JOÃO – Podemos dizer que é uma mescla, tem o gosto pessoal sim, mas também tem o acesso efetivo que podemos ter junto a essa pessoa, claro que sonhamos em trazer algumas pessoas bem específicas, mas não conseguimos (por enquanto) chegar até elas. Um dos nomes que havíamos considerado para esse ano era o roteirista do Twin Peaks, conseguimos contato com o agente dele mas as taxas para trazer o cara são muito caras e inviabilizaram a vinda. Mas em contrapartida conseguimos o contato direto com o Roger Corman (diretor, roteiriste e produtor), ele não só topou vir ao Fantaspoa como fará uma masterclass em Porto Alegre, para nós será um momento histórico.

TURBINADO – Como anda a cena gaúcha e nacional de cinema de “gênero”? 

JOÃO – A produção gaúcha que está crescendo muito, e aí incluímos o cinema de “gênero”, temos alguns diretores mais conhecidos, como o Felipe Guerra que tem uma ótima carreira, entre documentários e ficção são 8 longas metragens, um inclusive será exibido no festival que é o “Deodato Holocaust”, tem também o Denison Ramalho que estará lançando seu primeiro longa, outro grande nome é o Fernando Mantelli que é um cara que tem uma carreira mais extensa em curtas e lançou o longa dele com a gente em 2016.

TURBINADO – Então a cena de curtas anda movimentada no RS.

JOÃO – Com certeza, em temos de produção o RS é muito forte na realização de curtas, uma parte significativa dos curtas que serão exibidos no festival este ano são do RS, nós não temos nenhum tipo de bairrismo ou protecionismo com os filmes daqui, foram selecionados como qualquer outro filme que tenha vindo de outra região do Brasil, e todos que foram selecionados é porque são bons filmes mesmo.

TURBINADO – E a cena de longas metragens independentes como anda atualmente?

JOÃO – Em se tratando de longa metragem no Brasil temos uma cena bem maior em atividade "espalhada" pelo país, em São Paulo tem o pessoal da Infravermelho que estão terminando o terceiro longa metragem deles, no Espírito Santo temos a figura mítica do Rodrigo Aragão que nos últimos onze anos lançou seis longas, conseguiu lança-los nos cinemas e agora esta conseguindo distribuição no exterior, isso é muito legal.

TURBINADO – Há algum filme que possa cair no gosto do público? Qual a sua expectativa em relação aos filmes que serão exibidos este ano no Fantaspoa?

JOÃO – O que a gente busca a cada ano é maximizar a quantidade de filmes bons ou excelentes e de filmes que sejam muito novos e que nunca tenham sido exibidos no Brasil, para você ter uma ideia do que estou falando de uma seleção de 55 filmes, 40 serão exibidos pela primeira vez na América Latina e deste total teremos 6 Premieres Mundiais aqui no Fantaspoa, e isso é um motivo de grande orgulho para nós, o público certamente irá gostar do que temos a apresentar neste ano.

TURBINADO – João, muito obrigado pela oportunidade e manda um recado para a galera que está lendo essa entrevista.

JOÃO – Galera do Turbinado, fiquem ligados porque tem muitos eventos paralelos, festas, exposições de arte gratuitas e muitas coisas que vocês podem participar que não tem custos e os ingressos são com valores acessíveis, mas além dos ingressos no Capitólio onde teremos mais de 100 exibições, temos 20 seções que acontecem na Sala Redenção da UFRGS (todas gratuitas); não fiquem sem vir porque estão sem grana e não fiquem sem vir por falta de tempo porque o festival dura 18 dias. Participem do festival, vocês não irão se arrepender.


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