“DIÁLOGOS TEMÁTICOS CIDA CULTURAL — EDIÇÃO MUSEUS” PROMOVE ENCONTROS VIRTUAIS GRATUITOS PARA DEBATER E FOMENTAR O SETOR

Publicado em Junho 11, 2021
Autor / Fonte: HOMERPRESS


“DIÁLOGOS TEMÁTICOS CIDA CULTURAL — EDIÇÃO MUSEUS” PROMOVE ENCONTROS VIRTUAIS GRATUITOS PARA DEBATER E FOMENTAR O SETOR

Projeto reúne profissionais experientes em série de lives sobre gestão e planejamento, inovação e espaços temáticos

Museus podem até remeter ao passado, pois abrigam parte da nossa história. Mas é preciso enxergar esses espaços no presente, como locais que, ao conservar produções de outrora, ajudam a encontrar caminhos para pensar o futuro. Com o objetivo de debater o papel e as possibilidades que esses equipamentos culturais podem oferecer à sociedade, foi pensado o projeto “Diálogos Temáticos Cida Cultural — Edição Museus”. Trata-se de uma série de lives com profissionais e realizadores trazendo à pauta questões sobre o setor de acervo e patrimônio (como gestão e planejamento, inovação e espaços temáticos). As conversas em vídeo, ao vivo, serão realizadas no YouTube da Cida Cultural toda quarta-feira, às 19h, de 16 de junho até 14 de julho. Para participar, basta acessar a plataforma no horário dos eventos.

“Depois de experiências (como as restaurações do Memorial Casa João Goulart e do Museu Getúlio Vargas, ambos em São Borja), viagens de pesquisa em instituições como Metropolitan, Guggenheim, MOMA (em Nova York) e projetos na área (tal qual o Museu Desmiolado, para o Santander Cultural), me apaixonei ainda mais por assuntos sobre museus, que sempre me despertaram interesse. A partir desse percurso, de ter compreendido melhor tal universo, comecei a voltar minha atividade aos projetos nessa área. Percebi o quanto precisamos evoluir neste aspecto no Rio Grande do Sul. Fiquei motivada em criar os Diálogos para um edital, junto com profissionais do setor, pois considero um tema vastíssimo e com muitas especificidades. Como fomos contemplados, conseguiremos abordar essas questões tão importantes e necessárias, muitas vezes incompreendidas ou desvalorizadas”, reflete a proponente da iniciativa e empreendedora cultural, Maria Aparecida Herok, a Cida.

 

As datas de cada live, os temas e os envolvidos são, respectivamente:

Data: 16 de junho, às 19h

Tema: Planejamento e gestão cultural de projetos de museus

Convidadas: Cristina Schneider (gestora Cultural e professora das Escolas de Humanidades, Indústria Criativa, Gestão e Negócios da UNISINOS) e Lúcia Silber (gestora cultural e sócia-fundadora da Lahtu Sensu Administração Cultural)

Mediador: Sandro Ka (artista visual, pesquisador e professor do Instituto Federal do Rio Grande do Sul - IFRS)

 

Data: 23 de junho, às 19h

Tema: Museus e Experiências

Convidadas: Márcia Bertotto (museóloga e professora do curso de museologia e do Programa de Pós-Graduação em Museologia e Patrimônio - PPGMUSPA - UFRGS) e Carolina Grippa (mestra em Artes Visuais, curadora artística e produtora cultural)

Mediadora: Bianca Knaak (professora e pesquisadora do Instituto de Artes da UFRGS)

 

Data: 30 de junho, às 19h

Tema: Clubes sociais negros e Museu Treze de Maio / Pinacoteca Ruben Berta

Convidados: Giane Vargas Escobar (professora Adjunta da UNIPAMPA e ex-diretora técnica do Museu Treze de Maio) e Flávio Krawczyk (diretor da Equipe do Acervo Artístico da Secretaria Municipal da Cultura de Porto Alegre)

Mediadora: Maria Helena Bernardes (artista visual e professora de história e teoria da arte)

 

Data: 7 de julho, às 19h

Tema: Cases Centro Cultural Santa Casa e Museu do Inter

Convidados: Ceres Storchi (arquiteta, curadora e gestora de projetos museográficos da Tangram Arquitetura e Design) e Nico Rocha (arquiteto, artista plástico, ex-professor de museografia no Instituto de Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul — IA/UFRGS — e curador do Museu do Inter).

Mediadora: Márcia Bertotto

 

Data: 14 de julho, às 19h

Tema: Gestão / Parque Lage e Fundação Iberê Camargo

Convidados: Yole Mendonça (coordenadora de conteúdo e professora da Associação Brasileira de Gestão Cultural (ABGC) — Universidade Cândido Mendes (RJ) —, diretora da Escola de Artes Visuais do Parque Lage) e Emilio Kalil (gestor cultural e superintendente da Fundação Iberê Camargo)

Mediadora: Bianca Knaak (professora e pesquisadora do Instituto de Artes da UFRGS)

Entre os objetivos dos Diálogos Temáticos Cida Cultural — Edição Museus está a busca por impulsionar e fortalecer uma rede colaborativa de equipes, ampliando as práticas de autogestão e colaboração entre profissionais das áreas de museus e cultura.

Para a museóloga e professora de museologia da UFRGS, Márcia Bertotto, os encontros virtuais servem, ainda, para pensar o futuro dos museus e suas relações com a sociedade:

“Observar como esses espaços podem ser importantes para problematizar questões que têm surgido na atualidade. Especialmente na reabertura dos museus, a partir de suas programações, a presença nas redes sociais, discussões sobre possibilidades de atividades presenciais ou não presenciais. Penso que iniciativas como os Diálogos Temáticos Cida Cultural — Edição Museus colaboram com essas discussões da presença dos museus junto à comunidade e de como os públicos podem usufruir dos acervos desses equipamentos culturais, uma vez que os museus são pontes entre a sociedade e os patrimônios”.

 

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Saiba mais sobre os convidados:

Bianca Knaak: Professora e pesquisadora do Departamento de Artes Visuais do Instituto de Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (IA — UFRGS). Artista, crítica e curadora sazonal, integra o Comitê Brasileiro de História da Arte (CBHA). Dirigiu o Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul (MAC) e o Instituto Estadual de Artes Visuais (IEAVi), bem como já integrou a Comissão de Acervo do Museu de Arte do Rio Grande do Sul (MARGS) e a Comissão Técnica Permanente de Gerenciamento e Avaliação das Obras de Arte, Monumentos e Marcos Comemorativos (COMARP) de Porto Alegre. Atualmente estuda, principalmente, as relações sistêmicas da arte brasileira contemporânea por meio de curadorias, grandes exposições, projetos museológicos e de institucionalização da arte.

 

Carolina Grippa: Mestra em História, Teoria e Crítica de Arte (UFRGS), bacharela em História da Arte (UFRGS) e em Moda (Universidade FEEVALE). Desde 2017, pesquisa sobre tapeçaria brasileira, com foco na produção do Rio Grande do Sul. Realizou a mostra "A memória que se tece: o Centro Gaúcho da Tapeçaria Contemporânea" e divulga sua pesquisa no instagram Tapeçaria na Arte. Desenvolve trabalhos em curadoria — como as mostras que fez juntamente com Caroline Hädrich: a exposição “Influências da Arte Pop em acervos de Poa” – Margs, 2018 (que recebeu o Prêmio Açorianos 2019 na categoria “Difusão de acervos”) e também realizaram a curadoria da exposição “Os quatro — Grupo de Bagé”, na Fundação Iberê Camargo, em 2019. Atua, ainda, na produção cultural, sendo produtora da 11° e 12° Bienal do Mercosul.

 

Ceres Storchi: Arquiteta pela Faculdade de Arquitetura (FAU-UFRGS, 1978) e especialista em Museologia e Museografia pelo Politécnico di Milano (1985/86). Desenvolve trabalhos para museus e outras instituições culturais como consultora, designer, arquiteta e curadora em diversos projetos de restauração, design de exposições, iluminação, arquitetura e museografia.

 

Cristina Schneider: Doutora em Planejamento Urbano e Regional (UFRGS) e mestre em História pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS, 2004), com especialização em Políticas e Gestão Cultural pela Organização dos Estados Ibero-americanos e Universidade Autônoma Metropolitana do México (2011). Graduada em História pela UNISINOS (2001), onde também é professora nos cursos de graduação, especialização e MBAs nas Escolas de Humanidades, Indústria Criativa, Gestão e Negócios desde 2008. Tem experiência na área de Gestão Cultural, com ênfase em Patrimônio Cultural, atuando principalmente nos seguintes temas: gestão de projetos, comunicação e comportamento, negociação e gestão de conflitos, linguagens culturais e patrimônio cultural. Ganhadora do terceiro lugar no Prêmio Instituto Pensarte de Gestão Cultural/2007 em São Paulo e no Prêmio Famurs/Codic 2008 na modalidade Patrimônio e Memória e Prêmio CAU/RS 2020. Atualmente é gestora cultural nos projetos do Memorial da Cooperativa Santa Clara de Carlos Barbosa, da revitalização da Caixa Rural em Nova Petrópolis, do restauro do Casarão dos Veronese em Flores da Cunha, da revitalização do Parque Usina de Putinga, da Casa Vidal em Taquara e da Casa Merlin em Bento Gonçalves, entre outros.

 

Emilio Kalil: Jornalista formado pela PUCRS. Foi diretor do Grupo Corpo (1978 a 88), diretor do Teatro Municipal de São Paulo e do Rio de Janeiro, produtor e diretor de eventos paralelos da Bienal de São Paulo, secretário municipal de Cultura do Rio de Janeiro e presidente da Fundação Cidade das Artes. Foi, ainda, produtor da Exposição Brasil 500 anos. Assumiu a Fundação Iberê Camargo em 2018.

 

Flávio Krawczyk: Licenciado e Bacharel em História pelo Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), também é mestre em História, Teoria e Crítica da Arte pelo Instituto de Artes (IA-UFRGS). Em Porto Alegre, foi pesquisador do Museu Joaquim José Felizardo, historiógrafo do Centro de Pesquisa Histórica (Secretaria Municipal de Cultura) da Prefeitura, diretor da equipe do Acervo Artístico (também da SMC de Porto Alegre), conselheiro titular do Conselho Municipal do Patrimônio Histórico e Cultural (COMPAHC) e técnico de Cultura em História da SMC, tendo atuado no Arquivo Histórico de Porto Alegre Moysés Vellinho, na equipe do Acervo Artístico, no Memorial do Mercado Público Central, como conselheiro titular do Conselho Municipal de Cultura de Porto Alegre, como diretor da equipe do Acervo Artístico da Secretaria Municipal da Cultura de Porto Alegre.

 

Giane Vargas Escobar: Atinúké (Grupo de Estudos sobre o Pensamento de Mulheres Negras), especialista em Museologia, mestre em Patrimônio Cultural e doutora em Comunicação. É professora adjunta da Unipampa (Campus Jaguarão), coordenadora do Projeto de Pesquisa "Clubes Sociais Negros do Brasil-Uruguai", sócia honorária do Clube 24 de Agosto de Jaguarão, ex-diretora técnica do Museu Treze de Maio e ex-servidora do Museu de Artes do Rio Grande do Sul (MARGS).

 

Lúcia Silber: Bacharel em Direito (PUC-RS), especialista em Poéticas Visuais (FEEVALE) e terapeuta sistêmica. Trabalhou como produtora cultural em entidades no Brasil (1991/1994) e na Alemanha (1995/1996). Foi diretora de planejamento da Secretaria de Estado da Cultura do Rio Grande do Sul (1997/1998), consultora do SEBRAE/RS na área do Turismo Cultural (2003/2007) e professora no curso de graduação em Gestão Cultural da UNISINOS (2009/2010). É sócia fundadora da Lahtu Sensu Administração Cultural, desenvolvendo, desde 1999, ações de planejamento, administração, produção e consultoria para projetos socioculturais no RS e editando publicações de arte, cultura e ensino. Projetos relevantes na área de museus e memória: Museu Náutico de Rio Grande / Memorial Casa João Goulart / Museu Getúlio Vargas de São Borja / Cemitério de Philippson / Memorial do Cementerio Español de Porto Alegre. É organizadora do livro “Restauração do patrimônio arquitetônico gaúcho – modelagem de projetos através das Leis de Incentivo à Cultura”.

 

Márcia Bertotto: Professora adjunta da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) no Curso de bacharelado em Museologia e no Programa de Pós-graduação em Museologia e Patrimônio (PPGMUSPA), atuando nas temáticas gestão de museus e políticas públicas culturais. Licenciada e Bacharela em História. Mestre em Ciências Sociais e Doutora em Museologia. Atua há mais de 30 anos na área da cultura e organização de museus.

 

Maria Helena Bernardes: Artista visual e professora de História e Teorias da Arte. Coautora do Projeto Areal (200-2012) e criadora do Observatório de Sensibilidades Morro da Borússia (2013). Seus livros, ensaios e crônicas giram em torno de experiências artísticas, narrativas orais, reflexões sobre a arte e ações sobre arte contemporânea compartilhadas com outros autores. Entre suas publicações constam "Vaga em campo de rejeito" (2003), "Histórias de Península e Praia Grande/Arranco" (2009), "Dilúvio" (2010), "Ensaio". (2011), "A estrada que não sabe de nada"(2011), "Pequenas crônicas à distância e daqui mesmo" (2003),"A Dança do Corpo Seco” (2019) e "Em Torno de Nadja" (2021)

 

Nico Rocha: Arquiteto pela Faculdade de Arquitetura (FAU-UFRGS, 1978) e artista plástico. É professor no Instituto de Artes da UFRGS desde 1994 e autor de várias esculturas em espaços públicos. Possui doutorado em Poéticas Visuais - Escultura (2009) pelo Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais (PPG-AV) da UFRGS e pela University of the Arts London.

 

Sandro Ka: Artista visual e pesquisador, professor de Gestão e Produção Cultural no Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS). Doutor e mestre em Artes Visuais (PPGAV/UFRGS), especializando em Gestão Cultural: Cultura, Desenvolvimento e Mercado (Centro Universitário SENAC/SP), especialista em Ética e Educação em Direitos Humanos (FACED/UFRGS), licenciado em Artes Visuais (Centro Universitário Claretiano) e bacharel em Artes Plásticas (IA/UFRGS). Desde 2003, realiza exposições individuais e participa de mostras coletivas em diversas cidades, desenvolvendo produções nos campos da escultura, desenho, instalação e intervenção urbana. Em âmbito de pesquisa, possui interesse na área de Poéticas Visuais e nas articulações entre Arte Contemporânea e Produção Cultural, bem como nas relações entre Arte, Política e Sexualidade.

 

Yole Mendonça: Mestre em Bens Culturais e Projetos Sociais pelo Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil da Fundação Getulio Vargas (Cdpoc/FGV). Jornalista pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), possui MBA em Marketing pela Instituto de Administração Coppead (UFRJ) e MBA Executivo pela FGV. É Coordenadora de Conteúdo e Professora do MBA em Gestão e Produção Cultural da Associação Brasileira de Gestão Cultural (ABGC/Universidade Cândido Mendes - RJ). Trabalhou no Banco do Brasil como Executiva na Diretoria de Marketing. Inaugurou o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) São Paulo e dirigiu o CCBB Rio. Foi Secretária Executiva da Secretaria de Comunicação da Presidência da República e Secretária de Comunicação Integrada, respondendo pela comunicação, patrocínios e eventos presidenciais e pela coordenação com os Ministérios (2008/2012).


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