BIFE SIMPLES & AS GUARNIÇÕES MAIS PREZA - 6 JANEIRO - "OCIDENTE ACÚSTICO"

Publicado em Dezembro 29, 2021
Autor / Fonte: REI MAGRO PRODUÇÕES


BIFE SIMPLES & AS GUARNIÇÕES MAIS PREZA - 6 JANEIRO - "OCIDENTE ACÚSTICO"

"Ocidente Acústico" edição 1024 apresenta:

Bife Simples & As Guarnições Mais Preza - Lançamento dos dois álbuns

6 de janeiro de 2022. Quinta.

Ingressos:

Mesa para até quatro pessoas: R$160,00.

Mesa para duas pessoas: R$80,00.

Cadeiras: R$45.00.

Total: 60 pessoas.

Ponto de venda:

Online: www.sympla.com.br

21h - a casa abre às 19h30min

ONDE:  Ocidente – João Telles esq. Osvaldo Aranha

INFORMAÇÕES:  (51) 3012 2675 –  www.barocidente.com.br

 

BIFE SIMPLES & AS GUARNIÇÕES MAIS PREZA

Projeto capitaneado por Carlinhos Carneiro

lança dois álbuns simultaneamente

pelo selo Maxilar Music

Cuidado com o que você pede por aí. Nos aplicativos de comida, bife simples é gostoso, mas insuficiente. Nos streamings de música, vem em dobro, com o suprassumo do que Carlinhos Carneiro andou aprontando na pandemia.

Carlinhos, todo mundo sabe, não é publicitário, a vó é de Bagé e na virada do século refundou o pop gaúcho à frente da Bidê ou Balde.

Desde então é um dos mais inquietos artistas do sul do país.

Infatigável, é cantor, ator e escritor, puxa trio elétrico, faz serenata e encena musical, apresenta podcast, reality de culinária e (ufa!) acaba de gravar dois discos sensacionais.

Sob a alcunha de BIFE SIMPLES & AS GUARNIÇÕES MAIS PREZA, ele agora saca da bandeja, com finíssimas companhias e através de processos nada ortodoxos, um díptico sonoro que bate mais forte do que qualquer efeito colateral de vacina.

No intitulado DISCO COM BANDA, faixas criadas de improviso numa live transmitida em agosto de 2020 – onde o Bife Simples (que é o Carlinhos em si) era acompanhado por Gabriel Klaser e Guilherme Cunha, da banda O Carabala (com quem já foram lançados 3 EPs bifessimplistas), e mais a presença de Pederneiras (codinome do multi-instrumentista Pedro Petracco) e otombo (projeto solo do baixista da Bidê Lucas Juswiak) - foram acrescidas de overdubs gravados em estúdios caseiros, e mixadas e masterizadas por Júlio Porto, ex-guitarrista da Ultramen, no seu Estúdio Marmita.

Do irresistível tchurutchutchutchu que permeia a solar Benjamin ao baladão mal-assombrado que faz de Fungos uma ode à abstinência de omeprazol na junk food pandêmica, Carlinhos e sua trupe transitam pelo ska indolente de Maconheiro sem Parar, pelo venenoso afrobeat George Clooney e o sacolejo funky que encharca de groove Quase

Nada. O resultado é o melhor cancioneiro produzido por Carlinhos desde os três primeiros discos da Bidê, no início dos anos 2000.

No DISCO SEM BANDA, Carlinhos extravasa em 14 faixas suas influências das esquisitices mais legais de Beck, Ween, John Frusciante, Syd Barret e Daniel Johnston. Gravados em casa, com seus violões meio desafinados e mal tocados, e registrados em vídeos postados no IGTV do seu perfil @carlinhoneiro no instagram, os improvisos de canções ganharam processamentos em fita cassete, novos instrumentos e acabamento pelas mãos do produtor Valmor Pedretti Jr. (aka Fu_k The Zeitgeist).

Com participação de Andrio Maquenzi (ex-Superguidis) e Carlos Ferreira (Quarto Sensorial), é um disco introspectivo, em que boleros esquizofrênicos como O Mea Culpa do Observador de Pássaros Iniciante e baladas dissonantes tal qual Uma Sobre Céu compõem um tosco e implacável inventário da reclusão.

Em resumo, os dois lançamentos da Maxilar Music, gravadora do Autorama Gabriel Thomaz, funcionam como lado A e lado B do caleidoscópio emocional que aprisionou Carlinhos nos últimos dois anos.

Se as harmonias fraturadas do DISCO SEM BANDA refletem a inadequação ao confinamento, a contagiante irreverência do DISCO COM BANDA captura o esplendor da liberdade reconquistada. Não por acaso, Carlinhos exige a guarnição mais preza em Traz o Moreira!: “eu quero tudo que eu mereço e um ovo adicional”.

por Fábio Schaffner

jornalista fodão e fã de Wilco

 

Realização: Rei Magro produções/ 9 9142 1589

 

Apresentar comprovante de vacinação. Não obrigatório, mas de bom senso.

 

Público limitado.

 

Shows: 21h

 

Todas as janelas abertas.

Uso obrigatório de máscara para circular.

Distanciamento. Mesas e cadeiras.

 

Respeitamos os protocolos sanitários estadual e municipal.


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